O Lugre 8 de Dezembro
Esta era a pequena notícia inserida no jornal “A Aurora do Lima” do dia 7 de novembro de 1919:
“No dia 8 deve ser lançado à água o lugre “8 de dezembro”,
de que são proprietários os nossos amigos snrs. Padre Manuel Sá Pereira, e drs.
Francisco Odorico Dantas Carneiro e Júlio Cesar Batista.
Segundo informes a cerimónia deve revestir de grande
luzimento. O “8 de dezembro” é uma das melhores construções navais que saem dos
nossos estaleiros.
Agradecemos o convite que nos foi enviado. – C. M.”
O lugre “8 de dezembro” tinha sido construído em madeira com 47,20 metros de comprimento e uma tonelagem bruta de 376 toneladas pela Empresa Construtora Naval de Caminha, que pouco depois (1920) vende o barco a Barreto, Braga &cª, Lda. da Gafanha da Nazaré/Ílhavo que o batiza como “Barreto Braga 2º”.
Só em 1922 é que este lugre inicia campanhas de bacalhau, já
com outro nome, “Luso 2º”, com artes de anzol e pesca à linha com dóris.
Em 1929 é vendido ao armador Manuel Gonçalves Moreira do
Porto, que lhe altera o nome para “Ribeirinho”; a história da gestão
deste navio foi curta, pois ainda em 1929, a tripulação viu-se forçada a abandonar o
navio num porto das Ilhas Canárias, devido a falta de segurança e por não
oferecer condições de navegabilidade para regressar a Portugal.

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