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A mostrar mensagens de novembro, 2007

Capela da Senhora da Cabeça

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    Designação Capela da Senhora da Cabeça   Localização Viana do Castelo, Viana do Castelo, Freixieiro de Soutelo, Lugar de Grovas     Enquadramento Rural, isolado, integração harmónica num outeiro, coberto com sobreiros e acácias, sobranceiro ao vale do Rio Âncora, na periferia de Freixieiro de Soutelo. Possui adro definido por muro de alvenaria de granito, rebocado e caiado, com capeamento em lajes graníticas, pavimento calcetado a cubo granítico e passeio envolvente da capela em lajetas de granito; tem acesso principal a O., por amplo escadório pétreo de seis lanços de seis degraus, delimitado por muro em alvenaria de granito, com patamares pavimentado a calçada à portuguesa, apresentando cruzeiro pétreo em patamar intermédio. No sector S. do adro implanta-se o edifício do Queimador e em patamar que rodeia o recinto, em plano inferior, também delimitado por muro de alvenaria de granito, rebocado e caiado, com capeamento em lajes graníticas, com pavimento calcetado a cubo granítico,...

DA MONARQUIA AO 25 DE ABRIL IV

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  O Estado Novo   O regime político instituído sob a direcção de António de Oliveira Salazar, vigorou em Portugal, sem interrupção, embora com alterações de forma e conteúdo, desde 1933 até 1974, nalguns aspectos semelhante aos regimes instituídos por Benito Mussolini na Itália e por Adolf Hitler na Alemanha, mas também com significativas diferenças em relação aos mesmos. Podem inventariar-se, sem preocupação de se ser exaustivo, as seguintes características essenciais do Estado Novo português: O culto do Chefe, Salazar (e depois, sem grande êxito, Marcello Caetano), um chefe paternal, de falas mansas mas austero, eremita "casado com a Nação", sem as poses bombásticas e militaristas dos seus congéneres Franco, Mussolini ou Hitler; Uma ideologia com forte componente católica, associando-se o regime à Igreja Católica através de uma Concordata, que a esta concede vastos privilégios, bem diferente do paganismo hitleriano; Uma aversão declarada ao l...

Ó senhor doutor!...

Este texto chegou-me por e-mail e não podia passar sem o partilhar convosco, pois acho que vale a pena ser lido.     A Medicina é - diz quem a pratica - a mais bela das profissões. Quem a exerce sabe que cada vez mais deve estar atento à qualidade da comunicação que mantém com o paciente como parte primordial de todo o projecto terapêutico: saber escutar o doente, entender as suas formas de expressão e saber transmitir em termos simples e directos aquilo que pensa e aquilo que pretende que o doente assimile e ponha em prática, sem recorrer ao linguajar hermético e técnico que caracteriza alguns sectores da classe médica, é para o clínico muito mais de meio caminho andado para o sucesso...   "O doente que tem que contar em minutos os males de um "maldito corpo que não corresponde aos desejos da alma" está sujeito a lapsus linguae, frutos da atrapalhação, da timidez, do incómodo de ali estar perante o médico. Compreendamo-lo pois com bom humor!"   Carlos Barreira da C...

A Bela e o Monstro XII

Enquanto a Júlia despachava ao balcão, o Bertinho dava treta às velhotas que estavam à volta da hortaliça. - Oh tia Joaquina, olhe para estes repolhos, são um luxo, chegaram agora mesmo, acabadinhos de serem colhidos no campo. Sim D. Celeste, só um momento, que já peso a sua encomenda, deixe-me só pôr a etiqueta neste saco… E por aí adiante, o Bertinho desdobrava-se em amabilidades e simpatia com as freguesas, que até nem ficavam muito admiradas pois já lhe conheciam a léria de ginjeira. A Júlia é que estava radiante pois o negócio corria bem e, combinada com a Suzete, começou mentalmente a fazer uma lista das pessoas que poderiam votar nela. Não havia duvida que o Bertinho seria uma ajuda preciosa, desde que não se metesse em complicações. Tudo corria de feição, o caminho para a Igreja já estava em obras, embora ainda não houvesse dinheiro suficiente para tudo. O Bastos que aguentasse porque também ia ganhar, se as coisas corressem bem. O presidente da Junta, o Domingos, é que f...

Perdoa-me papá...

A guerra dentro do banco Millenium BCP tem prendido as atenções devido à singularidade da questão. É inédito em Portugal uma luta pelo poder dentro de uma instituição financeira ser do domínio publico, com abundância de pormenores que afinal nada esclarecem. Como é que Paulo Teixeira Pinto se incompatibilizou com Jardim Gonçalves, sabendo-se que foi durante muito tempo o seu delfim? O que esteve por detrás desta zanga?   Importa então esclarecer que tanto Jardim Gonçalves, como Paulo Teixeira Pinto são, alegadamente, membros supra numerários da Opus Dei, uma instituição religiosa alojada na Igreja Católica e que durante este tempo todo foi o principal factor de coesão do banco. Embora pouco transpirasse para o exterior, a imagem que passava era a de uma instituição financeira conduzida por pessoas de intelecto superior à média, com um único objectivo: vencer. Tudo superiormente ajudado pela ligação à Opus Dei.   Com as primeiras divergências dentro da Opus Dei, surgiram as desavenças n...

A arribada do "Senhor na Cruz"

A noite estava abafada e a lua já se tinha escondido há muito. No portinho as sombras moviam-se silenciosamente, aqui e ali a ponta vermelha de um cigarro brilhava no escuro. Uma masseira deslizava pesadamente sobre os rolos, empurrada à força dos braços da companha em direcção à água. Os pescadores de calças arregaçadas chapinhavam à borda da água, quase sem ondulação. Estava uma calmaria podre que os ia impedir de navegar à vela. Lentamente, como num ritual, as masseiras foram metidas à água e flutuavam agora na pequena enseada de abrigo. No pequeno mastro do “Senhor na Cruz” tremelicava a luz da candeia, que pouco ou nada alumiava. - Então para onde vai hoje, tio Tone? - Vou dar um lance a Afife, como ontem. Não me correu mal a vida, não senhor. E tu Manel, também vais para o sul? - Não! Eu vou rumar a oeste, aqui em frente. Tenho cá uma fé… não sei explicar. - Vai com Deus Manel, vai com Deus. Vamos lá armar os remos que se faz tarde e ainda temos muito que andar....

Forte da Lagarteira - Vila Praia de Âncora

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  Localização Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora   Acesso Avª Dr. Ramos Pereira   Protecção IIP, Dec. nº 47 508, DG 20 de 24 Janeiro 1967 e Dec. nº 47 508, DG 59 de 10 Março 1967   Enquadramento Borda d'água. Ergue-se na margem direita do rio Âncora sobre maciço rochoso, junto ao porto, e no lugar designado de Lagarteira.       Descrição Planta estrelada formada por 4 baluartes laterais e bateria ressaltada, de 3 faces encimadas por eirado, na fachada posterior, voltado ao rio. Muros em talude, corridos em toda a sua extensão por moldura curva encimada por parapeito, interrompido nos cunhais por guaritas, facetadas e coroadas por bola sobre plinto, e por canhoeiras na bateria. No baluarte virado a N. sobressai da muralha balcão fechado sobre 3 modilhões e com bueiros. Ao centro da face recta do frontespício, portal de arco pleno, de aduelas marcadas e sobre pés direitos, encimada pelas armas de Portugal, coroadas e com volutões laterais. No interior, pequena praça de a...

DA MONARQUIA AO 25 DE ABRIL III

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  A Ditadura Militar   Inicia-se com o golpe militar de 28 de Maio de 1926, que põe termo ao regime democrático parlamentarista (por ordem dos militares chegados ao poder, o Parlamento é encerrado a 31 de Maio). Trata-se de um período conturbado, onde continua a instabilidade política, típica dos últimos anos da I República (1910-1926). Podemos considerar a existência de três fases distintas nestes sete anos de vida política nacional:   1ª Fase - O biénio 1926-1928, em que os militares ocupam as posições-chave nos órgãos de governação, envolvendo-se por vezes em conflitos de maior ou menor gravidade (a destituição do general Gomes da Costa é seguramente o sinal mais gritante de desinteligência internas entre os militares), surgindo o discreto general Óscar Carmona como factor de equilíbrio, enquanto árbitro entre facções e interesses e elemento unificador do Exército.  Às dificuldades económicas herdadas da República somam-se as que uma administração incompetente vai produzindo, o que...