Carta ao meu primo António Castilho
Encontrei meramente por acaso o teu blog, uma noite como hoje, em que fiquei a trabalhar e já chateado com o serviço, sem nada para fazer, mas com a obrigação de lá permanecer, comecei a dedilhar teclas, cheirar sites e mais sites, blogs e mais blogs, até que encontrei recordações de infância e adolescência. Li e reli, procurei, encontrei o nome do bloguista e resmunguei de forma idiota “ mas este é o meu primo, caraças”. A história denunciante foi a da faca. “Oh Leta, traz-me a faca para matar o ladrão”. Essa, ouvi-a dúzias de vezes desde miúdo da boca da minha mãe, pois era uma piada repetida, vezes sem conta, em qualquer evocação de peripécias familiares. Depois dessa noite de solitária pesquisa, outras houve que levado pela curiosidade, mas também pela convicção e surpresa da qualidade literária dos teus escritos, voltei às tuas loucuras, voltei à tua imaginação, às tuas histórias. Ainda não acabei, nem sequer vou a meio; sei lá onde vou, sem destino, lendo c...