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A mostrar mensagens de setembro, 2025

Barca de passagem em Lapela

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Quando escrevi o livro " O carôcho do Rio Minho ", a certo passo, falei das barcas de passagem que atravessavam o rio, levando e trazendo passageiros e carga. Só não fui capaz de conseguir uma foto de qualidade para ilustrar as ditas barcas de passagem. Casualmente, encontrei uma foto que mostra bem este tipo de embarcação, fazendo a devida comparação com uma embarcação tipo carôcho que está à sua pôpa, tudo enquadrado pela magnifica paisagem onde desponta a Torre de Lapela, do século XII, que, diz a tradição, terá sido mandada construir por D. Afonso Henriques. Duas curiosidades sobre a foto: o burro carregado que também é transportado na barca e o invitavel guarda fiscal, que controlava de dia o que não passava de noite!

Os puxa-sacos

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O culambismo, óleo sobre tela, 80X60cm, Mutes Pintor, 2016 A poucas semanas das eleições autárquicas nota-se, nas redes sociais, uma afluência cada vez maior de indivíduos a tomar posição por este ou aquele, de forma subliminar ou expressa. Até aí, nada de novo, não fossem alguns, que nunca eram vistos ou mostrados, tomarem posição e criticarem tudo e mais um par de botas. Nunca levantaram o cu para nada (leia-se, causa pública), nunca se fizeram ouvir, mas agora convém-lhes estarem alinhadinhos e em bicos de pés para a foto. Uma coisa é intervenção cívica, outra é ser puxa-sacos interesseiro a praticar culambismo. Tenham calma, daqui a um mês já ninguém se lembra disso, nem dos puxa-sacos, nem das promessas! Para que ninguém fique aborrecido, deixem-me dizer que há puxa-sacos e lambe cus para todos os gostos e em todos os partidos.    

O filho do padre de Venade

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Notícia do jornal "Vida Nova" de 5 de março de 1896, publicado em Viana do Castelo, dá conta de um caso que terminou em tribunal: "No tribunal desta comarca corre uma questão de perfilhação illegitima d'uma criança que se diz filha do rev. João Luiz Affonso, e d'uma rapariga de Venade. O padre João Luiz Affonso falleceu ab intestato , rasão porque herdaram uns irmãos. Á ultima hora surge a rapariga com umas cartas do rev. sacerdote, que nos dizem provarem bastante. Estas cartas já foram devidamente reconhecidas. Ou seja porque o assumpto envolva alguma cousa de escandaloso, ou porque os advogados sejam duas eminencias jurídicas, drs. Feijó e Queiróz Ribeiro, o que é certo é que o tribunal nos dias da inquirição das testemunhas achava-se repleto de espectadores." O texto está escrito seguindo a grafia da época