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A mostrar mensagens de julho, 2013

Sobre o assoreamento do Portinho

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A odisseia do Porto de Mar de Vila Praia de Âncora no que toca a assoreamentos e consequentes dragagens é digna de uma reflexão séria. Lamentavelmente, esta reflexão não está feita e provavelmente nem sequer interessa à classe política, mais interessada em usar como arma de arremesso a paternidade da obra e o enjeitamento da culpa, nos erros de concepção do projecto. Há uns meses a esta data, tomei conhecimento de um trabalho científico que aborda a questão da transposição de sedimentos em portos e outras embocaduras. É uma tese de mestrado (2008) da autoria de João Pedro Torres Pinheiro, Mestre em Engenharia Civil, especializado em Hidráulica, Recursos Hídricos e Ambiente. Neste trabalho há uma apreciação geral da problemática das embocaduras de portos, transporte sedimentar litoral e erosão costeira associada, estudando-se potencialidades da aplicação de sistemas de transposição artificial. Foram estudados casos internacionais de sistemas de transposição artificial em termos do seu s...

Obviamente, demita-se!

A vida tem destas coisas e o mesmo político que começou a sua carreira fulgurante derrubando uma coligação governamental constituída para salvar o país, arrisca ver a sua carreira afundar-se nas areias movediças de uma crise da coligação, que chegou ao poder e por lá se mantem com a sua preciosa ajuda. O conflito entre Cavaco Silva e o seu próprio destino não termina aqui, a maldade é bem maior, pois o governo do bloco central que ele derrubou tinha sido constituído na sequência de um acordo com o FMI para superar a bancarrota a que o país foi parar, muito por culpa de um ministro das Finanças que decidiu ser populista com um orçamento expansionista e uma revalorização do escudo (1980). Sobre esta revalorização Silva Lopes escreve: “em conjugação com a falta de rigor no controle da procura interna, essas alterações da política cambial foram um das principais causas dos défices catastróficos da balança de transacções correntes de 1981 e 1982” (A Economia Portuguesa desde 1960, p. 231). ...