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A mostrar mensagens de dezembro, 2007

Ponte de Vilar de Mouros

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Embora a Freguesia de Vilar de Mouros não pertença geográficamente ao Vale do Âncora, possui um monumento digno de registo e de enaltecimento. A ponte que liga as duas margens do Rio Coura, que liga as duas metades da freguesia, unico atravessamento ao nivel  do interior do Concelho deste curso de água, o que configura uma grave lacuna no planeamento estratégico da autarquia. A causa próxima deste post, tem a ver com o facto da Câmara Municipal me ter brindado um baralho de cartas com fotografias de alguns monumentos concelhios. Ideia interessante e simpática que peca pela falta de rigor em alguns casos e um erro grosseiro no que respeita à Ponte de Vilar de Mouros, ao ser classificada como ponte romana, o que em absoluto, é mentira.       Designação Ponte de Vilar de Mouros   Localização Viana do Castelo, Caminha, Vilar de Mouros   Acesso Lug. da Ponte   Protecção MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910   Enquadramento Urbano. Ergue-se na povoação de Vilar de Mouros, ligando as 2...

Zé!!! `Tás porreiro?

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Passei vários dias a compilar os documentos. Trabalhei que me fartei, mas valeu a pena. Consegui entregar ao nosso “primeiro” um dossier com as 100 melhores anedotas que o tem como protagonista. Ele ficou encantado com a ideia, aliás nota-se no rosto. - Brito, meu amigo, porque é que te incomodaste? - Ó Zé, não foi nada, tive muito prazer. - Trouxeste algumas com o Cavaco? - Trouxe, pá. Até tenho aí algumas com o Marques Mendes… - Com esse já não interessa… Queria com o outro, com o… com o… Ó Vieira, como é que se chama aquele gajo? - Quem? O Meneses? - Sim, o Meneses. Tens alguma do Meneses? - Tenho um par delas, mas tu ficas sempre bem, está descansado. - Óptimo, óptimo, ficas para almoçar? - Não, Zé. Eu tenho que trabalhar, não tenho nenhum tacho no governo. - Lá estás tu! Sempre na brincadeira… Vai dando notícias. - Combinado! Vieira, um abraço! Lurdes, beijinhos…      

Fotos antigas de Vila Praia de Âncora

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Estas fotografias são bastante conhecidas mas não quero perder a oportunidade de as partilhar com todos os que visitam este blog. Regularmente irei publicar mais fotos e solicito a quem possua fotografias antigas, mesmo em mal estado de conservação, o favor de me facultá-las para restauro e publicação. É uma das formas de preservar a nossa memória colectiva.   Panorâmica obtida do Monte Calvário   Moinho do Lira no Paredão   Panorâmica do Portinho obtida do Forte da Lagarteira   Pescadores cosendo as redes   O Portinho. Em primeiro plano o "Gaivota" o veleiro do Almirante Ramos Pereira   Praça da República e Rua 5 de Outubro

DA MONARQUIA AO 25 DE ABRIL VI

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  PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado)     O Estado Novo, constituído sob a direcção de António de Oliveira Salazar, criou diversos organismos de Estado com o fim de condicionar, controlar ou eliminar as manifestações de opinião e impedir a organização política das forças que se lhe opunham, bem como dos contestatários ou descontentes no seio das próprias forças de apoio do regime. Um dos mecanismos de controle, particularmente vocacionado para operar a limitação do direito de reunião, expressão e organização políticas, foi a polícia política, instituição de carácter secreto que começou por ter uma base apenas regional durante a Ditadura Militar e posteriormente veio a estender-se ao todo nacional. Com o fim da Segunda Guerra Mundial e o início da Guerra Fria, Salazar empreende a modernização do aparelho policial secreto, criando em 1945 a PIDE, atribuindo-lhe a missão de defender o regime contra as actividades das organizações clandestinas, particularmente do Partido Com...

O primeiro acampamento do Lidick

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Mais uma vez decidimos ir até A Guarda, na Galiza por altura das festas locais, mais ou menos em meados do mês de Agosto, as já famosas Festas do Monte. Apesar das intenções reiteradas durante muito tempo, aconteceu que alguns dos habituais interessados acabaram por ficar em casa, devido à eminência de “conflitos diplomáticos” internos (lá da casa deles) e sobre os quais não vou tecer mais nenhum comentário. Como estava cá um sobrinho meu que vive em França e o miúdo não costuma ter este tipo de convivência, decidi levá-lo comigo. Para uma criança de nove anos que nunca tinha acampado, que só fala francês, ir com uns tios portugueses para Espanha, pode ser um bocado confuso, mas no mínimo, é uma aventura. Depois dos preparativos inerentes à preparação de uma semana de férias, lá arrancamos os quatro, eu a Paula, a Joana e o Lidick no nosso velho Audi, que mais uma vez ia carregado(íssimo). O Zé Alfredo e a tropa dele já lá estavam desde o dia anterior e tinham reservado um l...

Estrada Nacional 13

Até 31 de Outubro do corrente ano morreram 22 pessoas nas estradas do Distrito de Viana do Castelo. Esta informação foi dada pelo Sr. Governador Civil, Prof. Pita Guerreiro que atribui à falta de responsabilidade dos condutores a causa mais importante da sinistralidade automóvel. O desrespeito pelas regras de trânsito estão na razão directa do aumento do número de acidentes, reconheceu o Governador Civil, no Dia Mundial em Memória das Vítimas na Estrada, que passará a ser comemorado no terceiro domingo de Novembro, por decisão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Sem pôr minimamente em causa as conclusões do Sr. Governador, parece-me que foram omitidos factores de risco importantes, como o traçado e o estado de conservação das estradas. E sobre essa matéria apenas vou referir a EN-13 entre Viana do Castelo e Valença, uma das estradas portuguesas com maior movimento, a par da Nacional um ou da Nacional cento e vinte e cinco, que há muitos anos necessita de obras de requalificação, sem...

DA MONARQUIA AO 25 DE ABRIL V

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  União Nacional   O lançamento de uma estrutura partidária de carácter frentista de apoio ao regime saído do 28 de Maio de 1926 partiu da iniciativa pessoal de Oliveira Salazar, que em várias intervenções foi preparando a opinião pública, frisando mais de uma vez a sua necessidade. Foi ainda Salazar quem coordenou a criação de estruturas regionais do futuro partido, para o que contou com os esforços do Ministro do Interior e dos governadores civis que daquele dependiam hierarquicamente. Foram estes actores, dotados de autoridade política e administrativa, que fizeram o trabalho de campo necessário à efectivação do projecto. O processo terá tido início, informalmente, em 1930, adquirindo legitimidade em termos jurídicos com a publicação dos seus Estatutos no Diário do Governo dois anos mais tarde; em 1934, no seu I Congresso, a União Nacional criaria os seus órgãos de direcção, estabeleceria a sua estrutura interna e definiria as suas normas de actuação futuras. Em 1970, sob a direcção...