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A mostrar mensagens de agosto, 2008

Ontem fui a S. João D' Arga

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Ontem fui a S. João D’ Arga, à romaria popular da Serra D’ Arga, que se realiza todos os anos de 28 para 29 de Agosto e que reúne no pequeno santuário muitos milhares de romeiros. Direi que a festa já não é o que era há uns anos atrás, hoje com tendas a vender pechisbeque made in China e todas as tretas que nos habituamos a ver nas feiras e romarias.     As tradicionais tendas de comes e bebes, a par do tradicional cabrito já “despacham” cachorros, hambúrgueres e pão quente com chouriço. A tradicional aguardente com mel, agora denominada estupidamente (por alguns) como “chiripiti”, não passa de uma aguardente comercial, baptizada com água, mel e açúcar amarelo. É como vos digo, aquilo já não é o que era, mas mesmo assim ainda é das romarias populares, mais genuínas do Alto Minho. Tem algo insuperável que é o convívio intergeracional, pois convivem na mesma festa gente de todas as idades, de todas as condições sociais, sejam do campo, sejam da cidade....

A propósito de autocaravanas

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O autocaravanismo está na moda e para onde quer que olhemos podemos esbarrar com uma dessas novas casas com rodas. Há dias, o Jornal de Notícias dedicou a esta actividade de laser duas páginas inteiras e o jornal Público já o tinha feito há semanas atrás, o que atesta a crescente importância do caravanismo e principalmente do autocaravanismo. O autocaravanismo é um fenómeno recente para o qual os governantes ainda não acordaram, e daí o vazio legal que devia estabelecer as regras para a prática desta actividade. Mas se os governantes ainda não acordaram os portugueses estão a tomar consciência da dimensão do problema, principalmente quando são violadas algumas questões básicas, como os estacionamentos abusivos e prolongados, a ocupação de espaços públicos de elevado valor ambiental e paisagístico, quando são utilizados indevidamente infra-estruturas públicas para fins privados, sem a devida autorização. Remetendo-me à realidade de Vila Praia de Âncora, que é idêntica à de todo o litora...

A pesca do bacalhau

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Estas fotos retratam algumas fases da pesca do bacalhau a bordo dos lugres bacalhoeiros de pesca à linha.   A pesca era efectuada em pequenas e frageis embarcações, os dori, enquanto o lugre esperava à distancia.       No final os peixes eram descarregados dos dori para o navio       Eram amanhados sendo aproveitados os fígados       Seguiam para a escala onde eram preparados para a salga     Na mão do pescador a faca de trote     Em Portugal o bacalhau era seco ao sol, trabalho que ocupava muita mão de obra feminina  

Antigo Quartel dos Bombeiros / Cine Teatro de Vila Praia de Âncora

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Localização Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora, R. 5 de Outubro   Protecção Inexistente   Enquadramento Urbano, flanqueado por edifícios de habitação unifamiliares e plurifamiliares, integrado na malha urbana, em zona plana. A fachada principal abre directamente para a via pública, separado dela por pequeno passeio.   Descrição Planta rectangular, composta por dois corpos, o anterior, rectangular e disposto paralelamente à via pública, e um longitudinal, de volume mais estreiro e com cunhais chanfrados na fachada posterior, de disposição horizontal, com coberturas diferenciadas em telhados de quatro, duas e seis águas, na zona que surge sobre o palco, mais elevada. Fachadas rebocadas e pintadas de branco, a principal percorrida por embasamento saliente, em cantaria de granito, rematadas em beiral, exceptuando a principal, em cornija, assente em cachorrada. Fachada principal virada a E., de dois registos, definidos por friso de cantaria, e três panos, o central mais elevado...

Os banheiros da Praia de Âncora

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Os banheiros cumpriam uma função de grande utilidade na sociedade que vinha a banhos para a Praia de Âncora, pois alem de socorrerem algum banhista em perigo, eram os fornecedores de toalhas para se enxugarem à saida da água, ensinavam a nadar miudos e graudos, alugavam barracas e cadeiras e acima de tudo, davam confiança com a sua presença aos mais temerosos     Foto de 1903, representa um grupo de banheiros na Praia de Âncora.   Vestidos com longas roupas, os banheiros entravam dentro de água usando gamelas de madeira para "baptizar" os banhistas mais renitentes ou mais friorentos, sendo acolhidos com toalhas em cestas de vime quando saiam da água. Havia famílias que se dedicavam a esta actividade numa época em que os banhos de mar eram tomados em função das suas virtudes terapeuticas. Nesta imagem com mais de um século ainda se consegue identificar algumas pessoas. Esta era a família Enes de Azevedo, tambem conhecida pelas "Estudantas" . O patriarca da família, J...

Uma perspectiva diferente

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    Foto aérea de Vila Praia de Âncora. Em primeiro plano a foz do Rio Âncora e a "Praia das Crianças". Ao fundo a ilha da da Ínsua a Foz do Rio Minho e o Monte de Santa Tecla na Galiza.

A Praia das crianças é em Vila Praia de Âncora

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Portugal foi e ainda é um dos países pioneiros em fama e proveito no negócio da contrafacção. Antigamente ficávamos pelas camisas Lacoste e sapatinhas Adidas ou Nike, mas hoje consegue-se um leque de produtos alargados, desde as jóias até aos medicamentos. Claro que teve de entrar o sentido expansionista no negócio, o tal do mercado global, pois as vistas dos vigaristas portugueses são bem mais limitadas, com honrosas excepções. As economias asiáticas em expansão, com mão-de-obra barata muitas vezes em regime de semi escravidão, aliciam sempre uns empresários (gosto da palavra) que deslocalizam as fabriquetas para a Índia ou a China onde produzem pechisbeque das melhores marcas. Se não dá em Pevidem, Guimarães ou Felgueiras, dá de certeza nos arredores de Xangai ou de Bombaim. Os “nuestros hernanos” espanhóis, não podiam ficar de fora e depois da malograda experiencia de falsificar azeite com óleo de colza e outras porcarias que mataram centenas de pessoas, evoluíram para a ...