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A mostrar mensagens de agosto, 2020

Monumento ao pescador na Guarda, Galiza

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A vizinha povoação de A Guarda, de onde vieram muitos dos nossos antepassados, possui um monumento de homenagem aos marítimos e ao pescador guardês em particular, que é digno de ser visto. Pela grandiosidade, pela singularidade, mas também pela simplicidade como é caracteristica dos homens do mar. A primeira vez que se discute formalmente da construção de um monumento à memória dos marinheiros guardeses foi na moção apresentada por Manuel Dias González “Ligeiro”, na sessão plenária da Câmara de A Guarda a 30 de Dezembro de 1983. Esta moção foi aprovada por unanimidade por Aliança Popular, PSG-PSOE e ALAGUA. A 14 de Março de 1986 a Câmara Municipal acorda instalar o futuro monumento ao pescador no porto guardês, com um orçamento de 6 milhões de pesetas, sendo adjudicado o trabalho ao escultor José Antúnez Pousa de Estás – Tomiño. A pedra viria de  Rebordans – Tui, sendo o tempo de execução da obra, um ano. A 16 de Março de 1990 o Concelho acordou solicitar mais seis milhões de pesetas p...

O acidente do "Rio Âncora"

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Vila Praia de Âncora não dispunha de um porto de abrigo condigno para as frageis embarcações de pesca poderem demandar terra firme sem terem de as deixar fundeadas fora da " pancada do mar ", num fundeadouro conhecido pelo "Sabugo", como sucedeu no dia 20 de Maio de 1964, cerca das 6,00 horas, quando o barco a motor "Rio Âncora" Um "truque" como por aqui lhes chamavam, governado pelo arrais Guilhermino Ribeiro, depois de uma noite de labuta intensa como tantas outras, após amarrado o barco, saltou com os três homens da tripulação para a gamela que os deveria conduzir a terra firme, juntamente com o pescado que haviam capturado. Inesperadamente, sem que contassem, foram surpreendidos por uma vaga traiçoeira, logo seguida de outra, que atirou a gamela e o pescado ao fundo e deixou todos os que em terra presenciaram o acidente, na incerteza quanto ao destino daquelas quatro vidas vidas. No pequeno portinho viveram-se momentos de sobressalto e soaram...

A LINHA FÉRREA DO VALE DO LIMA

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  Texto de Carlos Gomes publicado na sua página blogdominho.blogs.sapo.pt Na segunda metade do século XIX, Portugal registou um forte incremento dos meios de comunicação e de transporte, graças à política seguida por Fontes Pereira de Melo e pelo Partido Regenerador, uma vez que essa constituiu conjuntamente com a realização de grandes obras públicas, a estratégia de desenvolvimento económico preconizada pelos regeneradores. Esse período história que ficou conhecido por “regeneração” ou “fontismo”, marca o início da implementação do transporte ferroviário em Portugal, tendo a primeira linha de caminho-de-ferro sido construída em 1856 entre Lisboa e o Carregado, por iniciativa da Companhia Central e Peninsular dos Caminhos de Ferro em Portugal. Por motivos financeiros, esta empresa acabou por ceder lugar, alguns anos decorridos, à chamada Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses que entretanto se constituiu com vista a levar o este meio de transporte ao Porto e à fronteira o mai...

MOLEDO DO MINHO ATRAVÉS DAS ÉPOCAS

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Texto retirado da página Freguesia de Moledo e Cristelo no Facebook. A freguesia de Moledo do Minho tem sido objecto de interesse de jornalistas e alguns homens de letras, dedicados à região caminhense. Sendo uma reputada estância balnear particularmente a partir do século XX é muito natural que possamos auferir de determinados estudos levados a cabo por Teresa Menères Gautier Vasques Osório e expostos em seu estudo « Moledo como estância balnear do século XX (1910-1976) ». Extratos Durante muitos séculos o mar foi olhado com medo pelos homens, que viam nele o abismo e a fonte de todos os males devido ao relato do grande dilúvio contado no livro Genesis da Bíblia. A história da inundação da Terra, da qual apenas sobreviveram as pessoas e animais ocupantes da arca de Noé marcou a população europeia e nem mesmo as investidas de marinheiros por lugares inóspitos durante os séculos XV e XVI alteraram essa visão apocalíptica do oceano, cujos sons pensava-se serem murmúrios de almas mortas e...