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A mostrar mensagens de setembro, 2022

Lahneck - o velho Gil Eannes

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Resumo O primeiro navio a receber este nome foi o Lahneck, um navio do Império Alemão apreendido na sequência da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial (1916), então transformado em cruzador auxiliar da Marinha Portuguesa. Posteriormente, em 1927 zarpou pela primeira vez para a Terra Nova, após ter sido adaptado para navio hospital em estaleiros nos Países Baixos. Em 1955 foi substituído por uma nova embarcação, homónima, construída de raiz nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A oportunidade surgiu em 1916, quando os Aliados se encontravam em dificuldades e solicitaram o apoio português. O Governo mandou logo, a 23 de Fevereiro, apresar todos os navios alemães surtos no Tejo. E é aqui que começa a primeira parte da história do Gil Eannes.    O velho Gil Eannes Chamava-se Lahneck e pertencia à companhia alemã "Deutsche Dampfschiffarts GeselIschaft Hansa". Tinha a capacidade para 2000 toneladas de carga e para navegar a 10 a 11 nós, media 84.79 m de comprimento e ...

Gil Eannes - A assistência aos pescadores do bacalhau

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  O “Gil Eanes” entrou no Douro em Outubro de 1941, depois de ter percorrido 10.250 milhas.   O auxílio prestado aos tripulantes dos lugres na Gronelândia, na Terra Nova e  a homenagem fúnebre a um pescador sepultado sob os gelos. Só às 17 horas havia maré que facilitasse a entrada na barra do rio Douro a vapores de grande calado, e o “Gil Eanes” que apareceu muito cedo à vista, teve de manter-se imobilizado, desde as 7 horas e meia, defronte da Foz do Douro. Especialmente à margem direita, afluíram numerosas pessoas para verem essa magnifica unidade da nossa briosa e heróica marinha de guerra – esse vapor hospital e de apoio aos pescadores portugueses que passam parte do ano nas paragens perigosas e longínquas da Gronelândia e da Terra Nova.  O “Gil Eanes” tem larga folha de serviços prestados aos pescadores – o povo não o ignora – mas é quase desconhecido no Porto, onde não entrava há mais de 20 anos. E se não fosse trazer de Nova York mil e trezentos quintais de bacalhau, não teríam...

Com calma vai...

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No passado mês de Agosto despedi-me de uma fase da vida que singrei durante 46 anos. Desde os longínquos 19 anos de idade, quando abandonei os estudos e fui trabalhar com o meu pai, que passou a ser o meu primeiro e exigente patrão, passei a contribuinte líquido do orçamento da Segurança Social e do Ministério das Finanças. Depois, outros patrões, outros negócios, outros rumos conduziram-me até à atualidade, passando de contribuinte pagante, a pensionista que continua pagante de quase tudo. Ao longo destes 46 de trabalho, encontrei de tudo, gente boa, gente indiferente e gente má. Dos primeiros e dos últimos não me esqueço; dos indiferentes o tempo se encarregará de os fazer esbater da memória. A todos, desejo muita saúde e muitas felicidades. Os bons ficarão sempre no meu coração; os maus, que felizmente são muito poucos, espero que NÃO lhes caia um piano de cauda em cima dos cornos...