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A mostrar mensagens de setembro, 2010

1971 – Festival de Vilar de Mouros (2ª parte)

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  Um homem, uma ideia O primeiro festival realizado em Vilar de Mouros aconteceu no longínquo ano de 1937, a 26 de Setembro e designava-se “Festival Infantil” que teve a participação da Banda Pitagórica Infantil Vilarmourense, uma zarzuela pelo Grupo Cénico Infantil, fogo-de-artifício vindo da Freguesia vizinha de Lanhelas, bazar de prendas, trabalhos regionais gentilmente oferecidos por habilidosas raparigas da terra e muitas barracas de comes e bebes (Zamith, 2003). Em 1965 o médico Vilarmourense António Augusto Barge organizou um evento cuja intenção era a divulgação da música popular do Alto Minho e da Galiza e transformar Vilar de Mouros num destino turístico. Como conta Carlos Alves, ex-Presidente da Junta de Freguesia, "toda a população tinha-lhe imenso respeito, até porque era conhecido como médico dos pobres". Exercia em Lisboa, mas sempre que chegava a Vilar de Mouros, a sua casa "tornava-se num consultório, no qual ajudava os mais carenciados" (Alves C. ...

Sobre o "Pincho" e os "Viveiros"

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No sábado passado fui até ao Pincho, local que muito prezo, mas saí de lá revoltado com a falta de limpeza e cuidado a que este pequeno paraíso está votado. Sendo um dos cartões-de-visita da Serra d’Arga, não compreendo como é que o poder local não zela pelo que realmente pode projectar a região em termos turísticos e criar condições para que seja cada vez mais visitada. Isto para não falar da sua sensibilidade ambiental que, pelos vistos, não existe! Das duas, uma; ou temos vocação turística ou, definitivamente, não temos e será necessário assumir essa postura. O que não se pode é fazer promoção turística e deixar ao abandono, emporcalhado e degradado um dos mais belos recantos do Alto-Minho. Do Pincho fui até aos Viveiros, um pouco mais acima, outro dos locais onde gosto de usufruir a natureza, as águas calmas do Rio Âncora, a vegetação exuberante, a calma própria de um fim de tarde de verão. Se já tinha ficado aborrecido com a situação do Pincho, fiquei estarrecido com a imundice qu...

1971 – Festival de Vilar de Mouros (1ª parte)

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Introdução Abordar este tema é como que fazer uma viagem ao passado, ao baú das minhas recordações. Em 1971, tinha eu 14 anos, demasiado jovem para viver o acontecimento por dentro, mas já com o entendimento necessário para reter algumas imagens relacionadas com o Festival, que nunca mais esqueci. Também a minha ligação afectiva e familiar a Vilar de Mouros, assim como o gosto pela música, sempre me aproximou deste evento. Por isso, este tema surgiu-me naturalmente quando fui instado a apresentar um trabalho no âmbito da Unidade Curricular de História da Música. Tenho-me deparado com falta de bibliografia rigorosa o que me dificulta a tarefa, mas também me motiva de forma extraordinária. Encontrar o caminho entre dados contraditórios, às vezes leva-nos à descoberta de outras informações ocultas e ainda mais interessantes. Ainda há testemunhos, com memória muito lúcida sobre os acontecimentos, se bem que muitos daqueles que tiveram um papel activo na realização do Festival, já não est...