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A mostrar mensagens de janeiro, 2025

Junto à lota

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Havia sempre lugar para mais um! Este edifício nunca devia ter sido destruido.

General, escritor e banhista da Praia d`Âncora

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O General Luís Pinto de Mesquita Carvalho publicou em 1898 uma brochura à qual deu o título de "Dolmen da Barroza". Porém, o conteudo é bastante diferente daquilo que esperava, um estudo sobre o monumento megalítico mais representativo do noroeste peninsular. O autor faz uma detalhada descrição desta região, revelando conhecimento e muita simpatia pelos lugares e pelas gentes por onde passa. Grande parte do texto é uma reflexão sobre a nossa origem e a complexidade da vida, bem como a algumas considerações arqueológicas, para contextualizar a existencia do Dólmen da Barrosa. Contemporâneo de Martins Sarmento, que refere nas ultimas páginas da brochura, morava no Porto, mas parece evidente que Viana do Castelo e a Praia d' Âncora estariam bem perto do seu coração.

O contrabando de ovos

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Notícia do jornal A Capital do dia 14 de setembro de 1923.   "Contrabando no Minho Os passageiros dos comboios transformados em chocadeiras Monção 8 – Com grave prejuízo da população minhota, o contrabando de géneros para Espanha continua a fazer-se descaradamente e em larga escala. A fronteira não existe para os contrabandistas e a vigilância exerce-se, ao que parece, sem grandes rigorismos. Quando o comboio em que eu vinha para o Norte parou em Barcelos, todas as carruagens foram invadidas por um sem número de indivíduos da região, transportando centenas de dúzias de ovos, que pouco depois seguiriam para a Galiza. Como? A guarda fiscal entra em Viana nas carruagens para apreender o contrabando. Os contrabandistas já sabem e desde logo solicitam de cada passageiro que lhes tome conta de um ou dois sacos de papel, que dão a impressão de conduzir açúcar. Eu e as pessoas de família que me acompanhavam tivemos de aceder a este pedido e, como nós, todos os que seguiam na mesma carruag...

As barcas de passagem do Minho

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Enquanto procedia ao trabalho de investigação que conduziu ao lançamento do livro “ O Carôcho do Rio Minho ” em 2021, encontrei, entre outras, dificuldade de ilustrar/descrever as barcas de passagem existentes neste rio e que serviam para transporte de pessoas, animais e mercadorias. Um pouco como os barcos de água arriba do Rio Lima, só que estes navegavam à vela e à vara, enquanto os do Rio Minho tinham de ser rebocados. Recentemente, ao procurar outros dados, reencontrei umas magníficas fotos na revista “ Illustração Portugueza ”, datadas de 1911 e que nos permitem observar alguns pormenores das referidas embarcações, designadamente a capacidade de carga. Uma estória curiosa sobre estas barcas de passagem que me foi partilhada pelo Luís Marrocos de Lanhelas, diz respeito a um médico galego bem conhecido, que quando vinha “ ao lado de cá ”, entrava na barca montado no seu cavalo. Estas barcas eram rebocadas por “ carôchos ” e dirigidos por leme próprio. Certamente que este seria um d...