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A mostrar mensagens de julho, 2024

Intervenção AMC Pedro Barros Martins – 28/06/2024

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“Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Caminha e respetiva mesa, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Vereadores da Câmara Municipal de Caminha, Sras. e Srs. Deputados desta Assembleia, caríssimo público aqui presente e online. O que me traz aqui hoje é a preocupação de um jovem deste concelho, que repara que há 50 anos que Caminha vive estagnada e isolada dos restantes concelhos desta região do Alto Minho, sobretudo dos concelhos mais próximos como Viana do Castelo e Vila Nova d e Cerveira. Caminha tem características únicas que fazem do nosso concelho um local extremamente interessante para o turismo. Temos rios, temos montanhas, temos praias, temos gastronomia, a par de uma vasta cultura e património que nos deve sempre orgulhar. No entanto , há algo que me parece que é esquecido: o turismo é sazonal e típico de um concelho e país pobre. A estratégia do turismo não deve ser nunca a única aposta de nenhum concelho, muito menos de um concelho onde a meteorologia é extremamente incer...

Chico Foleiro

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Masseiras varadas no Portinho - 1936   No dia 30 de Junho de 1968, um domingo, o pescador Ancorense Francisco Pacheco, conhecido por “ Chico Foleiro ” estava sentado na Avenida Ramos Pereira, em Vila Praia de Âncora, quando se apercebeu que um turista corria risco de afogamento por fora da penedia do Moureiro, perto da barra do Portinho. Apesar de ter 69 anos não hesitou em atirar-se à água para auxiliar no salvamento. Simultaneamente saíram a remos do Portinho duas masseiras com o mesmo intuito. O mar trazia bastante força, mas o banhista foi retirado da água para uma dessas embarcações e o “Chico Foleiro” é apanhado entre as duas masseiras que chocam com violência quando também o tentavam recolher. Ainda foi transportado de ambulância para o hospital de Viana do Castelo, onde foi confirmado o óbito deste velho lobo-do-mar.

Rosalia de Castro

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Rosalia de Castro nasceu em Santiago de Compostela em 23 de fevereiro de 1837. Sua mãe, Dona Maria Teresa de la Cruz de Castro e Abadia, tinha trinta e três anos quando Rosalia nasceu e pertencia a uma família fidalga vinda a menos. Seu pai era Don José Martinez Viojo. Tinha trinta e nove anos quando a menina nasceu e era padre. Sua condição sacerdotal o impedia de reconhecer sua filha e delegou seu cuidado nas suas irmãs. A recém-nascida foi levada para Ordoño. Dona Teresa e Dona Maria Josefa, tias paternas de Rosalia, tomaram sob sua tutela a pequena enquanto vivia em Ordoño, até que sua mãe tomou conta dela, com a qual se mudou para Santiago de Compostela em 1850. Seu contexto familiar e o profundo amor que sentiu pela mãe, que decidiu assumir Rosalia apesar da pressão social e do desprestígio, foram reflectidos em suas obras posteriores. Em 1856 viajou para Madrid e instalou-se lá por uma temporada, na residência de Dona Maria Josefa Carmen García-Lugín e Castro, parente da sua mãe...

A propósito do Centenário

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Comemora-se por estes dias o centenário de elevação a vila e alteração de designação de Gontinhães, para Vila Praia de Âncora. Tal facto aconteceu a 8 de julho de 1924, com a publicação em “Diário do Governo” da decisão unanime e sem discussão da Câmara de Deputados. Estas comemorações decorrem com o brilho e a dignidade que os organizadores entenderam possível e conveniente, indo prolongar-se no tempo até ao final do corrente ano.   Provavelmente a maioria dos ancorenses conhece globalmente esta questão da elevação a vila e da mudança de nome, mas pouco mais sabe, sobretudo, do que deu origem ao processo, que culminou com a apresentação da proposta na Câmara do Deputados, então o equivalente à Assembleia da República atual. À frente desta iniciativa esteve o Dr. Luís Ramos Pereira (1870-1938) à época Senador eleito, republicano convicto e ancorense de coração. Consigo estavam diversos amigos, correligionários políticos e muitos ancorenses que defendiam o progresso da terra que os viu ...