Companhia Despertadora de Caminha
As barcas de passagem no Rio Minho existem há muitos séculos. Durante muito tempo dependentes do poder religioso, mais tarde, propriedade dos municípios e de iniciativas privadas, funcionaram a remos, à vela, a vapor e só no século vinte passaram a ser movidas por motor de explosão. No entanto, em meados do século XIX aconteceu um salto tecnológico relevante. Vejamos: Proliferavam no país as associações capitalistas, a que alguns chamavam o “feudalismo do povo” . Na vila de Caminha vivia um homem cheio de atividade, de iniciativas rasgadas, que era o Barão de S. Roque desde 7 de Julho de 1852. José Ferreira Torres seria um fanático das vias de comunicação, pelos meios de transporte, enfim, pelo movimento. Estava ali um rio navegável, pronto para receber um barco a vapor, a servir célere os viajantes e mercadorias entre as duas margens, entre a foz e Valença. Parecia uma ideia magnífica, demais que os caminhos por terra eram ínvios e pouco seguros. Logo o Barão lançou mãos à obra. Reuni...