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A mostrar mensagens de novembro, 2013

Jantar dos ex-funcionários da Empresa de Lacticínios Âncora

Uma década após o encerramento da Empresa de Lacticínios Âncora, aconteceu no dia 23 de Novembro um jantar de antigos funcionários desta unidade industrial de referência para o Vale do Âncora. Na Quinta do Cruzeiro reencontramos antigos colegas, revisitamos memórias, aplacamos saudades. Não vieram todos, mas marcaram presença os que puderam e quiseram manter viva a família dos que labutaram na “Fábrica do Leite”. Estiveram aqueles que ultrapassaram as mágoas e o desânimo causado pelo encerramento desta empresa, que causou grandes transtornos à vida de cada um de nós. Uma palavra de reconhecimento para os organizadores que proporcionaram este convívio, na convicção de que esta iniciativa se irá repetir cada vez com mais aderentes. Ao fim ao cabo somos uma grande família.

Cruzeiro de Bulhente

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Crê-se que este cruzeiro pertencia à Igreja de Bulhente. O século XII é apontado como a época provavel da sua construção. Foto dos anos cinquenta. O cruzeiro estava no caminho da Retorta. Mais tarde foi transferido para a rampa do Calvário.

A Escola do Santo

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Texto e fotos do Prof. Paulo Torres Bento, publicado no jornal digital Caminha2000 sobre a primeira escola pública de Gontinhães   Uns pontos mais sobre a Escola do Santo   Reza o provérbio que "quem conta um conto acrescenta-lhe um ponto". Não se tratando em rigor de um conto, mas de História — a da educação no concelho de Caminha —, vimos a terreiro acrescentar mais uns pontos a um recente artigo sobre a Escola do Santo, a primeira escola pública da freguesia de Gontinhães (desde 1924, Vila Praia de Âncora), da autoria dos nossos amigos do Nuceartes. Utilizando como fonte principal uma ata da Junta de Paróquia, aí se relata o evento do dia 6 de novembro de 1879 em que, na presença de diversas personalidades da região — o governador civil Rocha Páris e o deputado do círculo António Xavier Torres e Silva, entre outros —, foi formalizada a oferta do edifício à mesma junta pelo comendador António Manuel Alves do Rego. Tratava-se de um "brasileiro" que regressara rico...

Ao cair das vésperas

Naqueles tempos a vida era dura, tanto para os pescadores que por cá ficavam, como para os que se aventuravam na pesca do bacalhau. Partiam para a Terra Nova e Gronelândia no final do inverno, regressando a meados do Outono, dependia da sorte e da habilidade do capitão para encherem mais ou menos depressa os porões soturnos do navio. O Manuel João, tal como outros jovens da sua idade, agarrou a oportunidade de largar a pesca artesanal onde se ganhava uma côdea, para “ir ao bacalhau”; alem disso, quem fizesse sete temporadas de bacalhau, livrava à tropa e à guerra em África. Para quem sai a primeira vez da sua aldeia natal, tudo é uma aventura e sempre será melhor que receber umas míseras moedas no final de cada maré. Se o mar o permitir, porque de Inverno os frágeis barcos de boca aberta cavalgam rua acima entre o casario, para se furtarem às arremetidas do mar que fustiga o portinho, escavado entre as rochas agrestes do Moureiro e o Forte da Lagarteira.. Acabara de fazer a sua terceir...