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A mostrar mensagens de julho, 2008

Capela de Nossa Senhora de Lurdes - V. P. de Âncora

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Designação Capela de Nossa Senhora de Lurdes   Localização Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora, Monte do Calvário    Protecção Não definido   Enquadramento Rural, isolado, no periferia de Vila Praia de Âncora, integração harmónica nas proximidades da Capela do Calvário, implantado num morro destacado na paisagem, sobranceiro ao aglomerado e à foz do rio Âncora, com miradouro, em posição subjacente, defronte da fachada principal. A capela possui acesso frontal por ampla escadaria em cantaria, de dois lanços de doze degraus, que se subdivide e a envolve, sendo delimitada por guarda de granito, rebocada e caiada e com capeamento em cantaria, possuindo pináculos nos cunhais e sobre as ombreiras da entrada do escadório. Este é enquadrado por plataformas ajardinadas, com relva e arbustos de pequeno porte.   Descrição Planta longitudinal, de corpo único rectangular, com fachada posterior sumicircular. Massa simples com cobertura pétrea em abóbada. Fachadas em alvenaria irregular d...

Diferenças entre o relatório da PJ e o livro de Gonçalo Amaral

O relatório da Polícia Judiciária que levou ao arquivamento do processo de desaparecimento de Madeleine McCann e o livro de Gonçalo Amaral: «Maddie: A verdade da mentira» têm diferenças, mas também são coincidentes na maior parte dos pontos analisados.     Hora dos factos         Relatório PJ: O alerta do desaparecimento de Madeleine McCann, momento em que Kate McCann anuncia que Maddie foi raptada, foi, segundo os dados recolhidos pela PJ, entre as 22h e as 22h10 da noite de três de Maio. No entanto, o mesmo relatório refere que «os factos», segundo testemunhos, ocorreram entre as 21h05 e as 22h00.     Livro: No livro do ex-inspector da Polícia Judiciária, que coordenou a investigação durante seis meses, é referido que: «A discussão no seio da equipa de investigação, incluindo os colegas ingleses, foi objectiva e permitiu uma importante conclusão: o alarme do desaparecimento não pode ter sido dado às 22h00. Terá ocorrido antes dessa hora». Segundo Amaral, para a investigação, a hora d...

Rio Âncora

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    Mais uma foto de rara beleza, captada por Raul Videira. Levada do Hilário, Rio Âncora.   Visite o meu outro blog:   http://rioancora.blogspot.com/    

Relatório final da PJ sobre o desaparecimento de Mdeleine Mc Cann

Muito se tem especulado sobre o desaparecimento de Maddie, se foi rapto, se a menina está morta, quem são os culpados, etc.. Grandes convulsões se deram entretanto, com a Polícia Judiciária no meio de uma teia de interesses, influências e talvez até algumas invejas e vaidades mal disfarçadas. Com o recente levantamento do segredo de justiça e o arquivamento do processo, foi publicado um livro que promete alguma polemica, da autoria do ex-inspector Gonçalo Amaral, encarregado do caso durante os primeiros meses e afastado pela Direcção Nacional da PJ de forma pouco clara, no mínimo.   Para aceder ao relatório final da Polícia Judiciária basta clicar no seguinte endereço :   http://downloads.officeshare.pt/expressoonline/pdf/MaddieMcCann_PJ.pdf  

A Esturranha em Freixieiro de Soutelo

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A Esturranha é um lugar no Rio Âncora do qual tenho belas recordações. Quando era jovem muitas vezes tomei banho nessas águas, onde o Rio Âncora se alarga para formar uma pequena bacia de declive pouco acentuado e toda forrada a seixos. Talvez por isso a Esturranha também é conhecida pela designação de “Rompe Solas” entre o povo mais antigo da região.   Apesar do declive pouco acentuado que permite crianças brincarem na água com a máxima segurança, a maior profundidade ultrapassa os quatro metros e é habitual ver-se o fundo tal a limpidez das águas.   Foi também nestas margens que, em conjunto com outros colegas, tirei o meu “curso” de campismo selvagem, chegando a Esturranha a ser a minha segunda casa em tempo de férias. Possui óptimos espaços para estender a toalha e apanhar um simples banho de sol ou para o piquenique mais elaborado.   A Esturranha localiza-se na Freguesia de Freixieiro de Soutelo, junto à EN-305, perto do nó de acesso à nova A-28, mas não est...

Chora de bacalhau

  A chora de bacalhau era um prato usado a bordo dos barcos que pescavam bacalhau nos mares do norte. Esta sopa era servida aos pescadores portugueses, a bordo dos lugres, depois do trabalho árduo de pescar, escalar e salgar o bacalhau recolhido diariamente. Devido à falta de alimentos frescos, nomeadamente vegetais, a chora era geralmente feita apenas com arroz e caras de bacalhau. Uma vez por outra, adicionavam um pouco de toucinho ou um pedacinho de chouriço. A receita que a seguir transcrevo é uma versão “burguesa” da tradicional e pobre chora dos pescadores.   Ingredientes 4 a 5 l de água; 2 cebolas grandes picadas; 2 dentes de alho; 2 folhas de louro; 1/2 colher de chá de pimenta; 100 g de calda de tomate; 1,5 dl de azeite; 1 colher de banha de porco; 1 naco de toucinho salgado; 2 caras de bacalhau fresco bem lavadas; 200g de arroz ; Salsa; Sal q.b.   Confecção Numa panela grande, junta-se tudo menos o arroz, vai ao lume e, depois de estar a ferver durante 10 minutos, ...

Não, ao abate dos eucaliptos gigantes do Camarido

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“É anedótico” diz a Corema, cortar os eucaliptos centenários que bordejam a estrada velha do Camarido, junto à entrada de Cristelo.   A Junta de Freguesia e respectiva Assembleia também já se manifestaram frontalmente contra esta intenção da entidade gestora da Mata Nacional do Camarido.   Os eucaliptos em questão tem mais de 40 metros de altura e alguns deles tem cerca de 2,5 metros de diâmetro no tronco, sendo um agradável cartão-de-visita desta simpática aldeia, "um património natural indissociável da paisagem da veiga de Cristelo".   É incompreensível como a Divisão do Núcleo Florestal do Alto e Baixo Mnho está preocupada com quinze árvores de grande porte e não ligue nenhuma importância aos milhares de infestantes (austrálias e silvas) que proliferam livremente no Camarido.   Nos últimos anos a acção desta entidade gestora tem sido nula, deixando este pulmão litoral no mais absoluto estado de degradação e abandono.   Será que por trás disto não andará qualquer...

"Observações acerca do Vale do Âncora" por Martins Sarmento

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Texto conforme o original de Francisco Martins Sarmento, célebre arqueólogo do século XIX, responsavel por escavações no Dolmen da Barrosa e na Cividade Âncora-Afife entre outros .     © Sociedade Martins Sarmento | Casa de Sarmento 1 Observações acerca do Vale do Âncora Francisco Martins Sarmento O Pantheon, Porto, 1880 —Ano I,   O vale do Âncora tem o privilégio de possuir numa área de pouco mais duma légua uns tantos monumentos, cuja associação e exame, além de destruir pela base algumas opiniões erróneas que por aí correm mundo, esclarece, a meu ver, senão resolve, uma das mais graves questões da nossa arqueologia. Nos cabeços dos montes, que enquadram o vale, encontramos numerosas ruínas de povoações pré-romanas1; em baixo, no vale, encontramos dólmenes e túmulos com as suas respectivas “mamoas”2, sendo quase certo que uma grande quantidade de monumentos da mesma espécie tem sido destruída pela cultura. Daqui se vê já que é inexacto dizer-se em absoluto que, entre...

Tempos modernos

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Fonte da Retorta - Vila Praia de Âncora

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A Fonte da Retorta está incrustada no monte, na parte alta da vila, no lugar da Retorta e foi construída em 1868 por benfeitores, como se pode ainda hoje ler na inscrição em pedra, por cima da bica. Em tempos era um lugar isolado, mas hoje o casario estende-se até à sua bica. Desde sempre me habituei a ouvir falar das qualidades terapêuticas dessa água, nomeadamente em relação aos olhos. A presença desta fonte nas primeiras colecções de postais de Gontinhães (1903) atesta a importância que a Retorta tinha no início do século XX, época em que não havia água canalizada e a ciência era coisa rara, havendo lugar a todas as crenças.   Certo é que nunca foi provado cientificamente a qualidade nem as propriedades terapêuticas das suas águas, embora fosse isso atestado pela crença popular, passando esta ideia de pais para filhos, assim chegando até aos nossos dias. Principalmente de verão, eram longas as filas de pessoas que enchiam todo o tipo de recipientes para levar e gastar em casa. Eu pr...

Cruzeiro da Aspra - Âncora

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Localização Viana do Castelo, Caminha, Âncora, Lugar da Aspra   Protecção Inexistente   Enquadramento Rural, isolado, no periferia do aglomerado, integração harmónica em face do arruamento que conduz à Capela de Santa Luzia.   Descrição Cruzeiro com soco, constituído por dois degraus de planta quadrangular, sobre o qual assenta um pedestal paralelepipédico, composto por plinto e dado monolítico, sendo rematado por cornija saliente. O fuste, alto, monolítico, de secção circular e de ordem toscana, é encimado por uma peanha troncocónica que sustenta esfera envolta, inferiormente, por folhas de acanto, sustentando cruz latina de secção quadrangular, de arestas chanfradas e com remates prismáticos. A cruz apresenta, na face frontal, a representação escultórica do Senhor na Cruz, de pés sobrepostos.   Utilização Inicial Devocional: Cruzeiro   Utilização Actual Devocional: Cruzeiro   Propriedade Pública: municipal   Época Construção Século XVIII ( conjectural )   Arquitecto | Construtor | Au...

Francisco Emílio Gonçalves Presa

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Faleceu no passado dia 30 de Junho o Senhor Francisco Emílio Gonçalves Presa, com 93 anos vítima de complicações surgidas em sequência de uma queda. Deixo uma pequena nota biográfica do falecido:   Filho de Francisco Emílio Gonçalves Presa e de Maria Joana do Sacramento Martins Pinheiro.   1914 – Nasceu em Gontinhães, concelho de Caminha a 11 de Julho. 1922-1927 – Frequentou a Escola primária em Vila Praia de Âncora 1927-1932 – Frequentou o Liceu Gonçalo Velho em Viana do Castelo 1932-1933 – Frequentou o Liceu Alexandre Herculano no Porto e nos finais de 1933 suspendeu os seus estudos por motivos de saúde 1934 – Começou a colaborar com o seu pai na administração da Fábrica de Lacticínios de que era proprietário em Vila Praia de Âncora 1942 – Tendo-se processado, por imposição legal, a concentração industrial das pequenas fábricas de lacticínios existentes no país, assumiu a gerência do agrupamento industrial que se constituiu em Vila Praia de Âncora, ...

Sobre “A Feira do Mar”

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Decorreu no passado fim-de-semana a Feira do Mar, no Campo do Castelo, em Vila Praia de Âncora que se saldou por um balanço francamente mais positivo que o ano anterior. No entanto parece ser imprescindível uma reflexão profunda sobre o modelo e os objectivos se quiserem continuar, ano após ano, a apostar num evento de qualidade. Não vou tecer considerações sobre os espectáculos dos diversos dias, mas o cabeça de cartaz era garantia de largo auditório, alicerçado por uma divulgação razoável, quer ao nível de cartazes, quer ao nível de inserções na imprensa.   O resto do programa era variado e presumo que ao gosto da maioria dos visitantes. Faltou algo para “prender” os mais jovens, talvez uma banda com ritmos mais dinâmicos, quem sabe uns DJ e um pouco de música techno. Sobre o tempo não há nada a dizer, pois este evento está condicionado aos caprichos do S. Pedro que este ano não atrapalhou, mas também não ajudou, principalmente à noite, marcando presença, o vento e o frio...