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A mostrar mensagens de outubro, 2009

D. Ermelinda, a senhora conhece-me?

No tribunal de uma vila aqui perto, o delegado do Ministério Público chamou a sua primeira testemunha que era uma senhora de idade avançada. Aproximou-se da testemunha e sorrindo perguntou: - D. Ermelinda, a senhora conhece-me? - Claro. Conheço-te desde pequenino e francamente, desiludiste-me. Mentes descaradamente, enganas a tua mulher, manipulas as pessoas e falas mal delas pelas costas. Julgas que és uma grande personalidade quando não tens sequer inteligência suficiente para ser varredor da Câmara. É claro que te conheço! O advogado ficou branco, sem saber que fazer. Depois de pensar um pouco, apontou para o outro extremo da sala e perguntou: - D. Ermelinda, conhece o advogado de defesa do réu? - Claro que sim! Também o conheço desde pequeno. É um desgraçado que anda a maior parte das vezes bêbado, não consegue ter uma relação normal com ninguém e na qualidade de advogado, bem... é um dos piores que já vi. Não me esqueço também que engana a mulher com duas ou três mulheres diferent...

A Arte pela Escrita II

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Foi lançada no início deste mês a Colectânea de prosa e poesia "A Arte pela Escrita" segundo volume, no qual está publicado um pequeno conto da minha autoria. Este livro surge por iniciativa do site literário ESCRITARTES, como forma de comemorar o segundo aniversário de existencia e reune textos de 40 autores. Deixo-vos a capa do livro e a promessa de editar aqui, um destes dias, o meu conto "Tempestade".  

Miguel Ventura Terra

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É incompreensível forma como tem sido esquecido este homem que tanta obra deixou, tão prestigiado foi em Portugal e no exterior, que marcou um estilo arquitectónico e que deixou escola. O poder autárquico do Concelho de Caminha (excepção feita à Junta de Freguesia local, que há vários anos prestou-lhe uma homenagem), desde o 25 de Abril, para já não falar nos anteriores, nada fizeram para aprofundar o conhecimento público deste seu cidadão, para valorizar a sua obra, para honrar a sua memória. Que me recorde, o único passo que foi dado, prendeu-se com a aquisição das ruínas da sua antiga residência em Seixas e que ao fim de meia dúzia de anos estão exactamente na mesma, em ruínas. Por muito menos, mas muitíssimo menos, já vi festas, homenagens, romagens, efemérides, exposições, colóquios e outras coisas mais. Pensando bem, muitas vezes mais vale cair em graça, que ser engraçado… Deixo-vos um breve apontamento biográfico da sua vida e obra, pode ser que assim desperte alguma consc...

Ao telefone

- Bom dia, é da recepção do hospital. Em que posso ser util? - Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre os doentes. Queria saber se determinada pessoa está melhor ou se piorou... - Qual é o nome do doente? - Chama-se Celso e está no quarto 302. - Um momento, vou transferir a chamada para o sector de enfermagem... - Bom dia, sou a enfermeira Lurdes. O que deseja? - Gostaria de saber as condições clínicas do doente Celso do 302, por favor! - Um minuto, vou localizar o médico de serviço. - Aqui é o Dr. Carlos Andrade, de serviço. Em que posso ser-lhe útil? - Olá, Sr. doutor. Precisava que alguém me informasse sobre o estado de saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302. - Ok, vou consultar a ficha do doente... Só um instante!... Ora aqui está: ele alimentou-se bem hoje, a tensão arterial e a pulsação estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando assim, o médico responsável dar-...

Moledo do Minho

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A Freguesia de Moledo cresceu em torno de duas realidades distintas. Na zona litoral, multiplicaram-se as casas de gente abastada que vinha a banhos para a praia mais iodada de Portugal ou apenas passava largas temporadas ociosas no ambiente pacato da aldeia. Na zona interior da Freguesia viviam e trabalhavam na agricultura, os cidadãos locais. As seguintes fotos reportam-se a 1905 e a Avenida de Santana ainda não era calcetada, nem havia iluminação pública.   Na primeira casa viveu o encenador, escritor e artista plástico António Pedro     Algumas casa já dispunham de iluminação exterior, distinguindo-se nesta a lanterna no muro     A casa do Eng. Sousa Rego e a Capela de S. Teresa     Uma foto dos anos sessenta que retrata a EN-13 a passar na Av. de Santana e o Pinhal do Camarido ao fundo     Uma panorâmica interessante da praia de Moledo antes da construção do Paredão e Av. Marginal com a configuração actual