A Bela e o Monstro VIII
A vida voltava lentamente à normalidade. O Bertinho retomara o trabalho na mercearia, o Gonçalves “Adesivo” continuava a dar e a ter sempre com a língua afiada como uma navalha, o Zé Bastos ia e vinha afadigado com as caixas da fruta e dos legumes. A Júlia recuperara do susto, o Simplício fora à sucata entregar o maltratado Fiat 127 e lá mesmo lhe indicaram um carro “jeitoso”, que estava à venda no stand da avenida, por detrás da Câmara, um Ford Fiesta, já com uns anitos, mas em bom estado de chapa e de motor. Pelo menos foi o que lhe garantiram e foi já no seu Fiesta verde escuro, que se apresentou em frente da loja, buzinou duas vezes e esperou que a Júlia viesse à porta. Mas quem apareceu foi o Bertinho, que se baixou para ver melhor, quem estava ao volante. - D. Júlia, venha cá depressa, que está aqui alguém a chamá-la – diz o Bertinho, virado para dentro da loja. - Então que se…Simplício, filho onde foste buscar esse cangalho? - Cangalho? Ora es...