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A mostrar mensagens de fevereiro, 2010

Blog "vilapraiadeancora" fez três anos

Comemoramos três anos de existência. Não tenho a certeza se é motivo para festejo, mas o certo é que continuo a editar posts que julgo interessantes, principalmente na área do património e da história local, do ambiente e do humor. Ao longo destes três anos fui contactado por muitas pessoas motivadas pelas mais variadas razões. A maior parte delas, eram-me desconhecidas, mas com algum vínculo afectivo a Vila Praia de Âncora. Por laços familiares, porque em tempos tinham passado aqui férias ou simplesmente ancorenses de alma e coração, que a vida obrigou a rumar para longe. O meu agradecimento vai para essas pessoas e também para todos os leitores anónimos, que dia após dia regressam e se dignam ler estas humildes linhas.  

A pesca do bacalhau (2ª parte)

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Até ao reinado de D. Sebastião a actividade aumenta, levando à publicação de um “Regimento para as frotas da pesca do bacalhau”, pelo qual estas frotas eram reorganizadas sob um comando unificado. Após a morte de D. Sebastião, e a consequente ocupação Filipina, com a chegada ao trono de Filipe II de Espanha, I de Portugal, tiveram repercussões graves na frota bacalhoeira portuguesa. Entre as acções dos Filipes que prejudicaram a frota portuguesa, conta-se a requisição de todas as embarcações capazes de enfrentarem o mar alto para a Invencível Armada. Esta acção teve como consequência que em 1624 ainda não havia nenhuma embarcação para a pesca do bacalhau em nenhum dos portos de onde habitualmente se armavam barcos para essa pesca (Aveiro e Viana).      O "Ana Maria" a navegar com vento fresco   Durante este período, em 1583, Gilbert Raleigh tinha ocupado a Terra Nova, assim terminando a longa história das colónias de pescadores portugueses na América d...

Pesca do bacalhau (1ª parte)

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A história da pesca do bacalhau pelos portugueses aparece pela primeira vez referenciada em 1353, quando D. Pedro I e Edward II de Inglaterra estabelecem um acordo de pesca para pescadores de Lisboa e do Porto poderem pescar o bacalhau nas costas da Inglaterra por um período de cinquenta anos. A necessidade de estabelecer um acordo indicia que esta actividade já se realizava em anos anteriores, e em tal quantidade, que justificasse a necessidade enquadrar esta actividade nas relações entre os dois reinos.     Pelo menos desde o século X que os mercadores escandinavos vinham buscar o sal a Portugal, e aí estabeleceram colónias ou feitorias, como indicam as construções ovais, do tipo viking em Pedrinhas, perto de Fão. Do século XI existem registos dos normandos estabelecerem relações amigáveis com as populações do litoral, e terão sido estes a transmitir os conhecimentos da navegação atlântica. Contudo não seria ainda o bacalhau o peixe de eleição no centro de toda esta actividade comerc...

Praia de Âncora

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Desta vez tenho umas fotografias da praia e da Avenida Dr. Ramos Pereira.   1924 - A Avenida tinha sido construida pouco tempo antes. Junto ao "Redondo" ou "Meia-Laranja" montavam-se as barracas e os toldos dos banhistas. Note-se que ainda não havia o parapeito da Avenida. 1940 - Aqui é perfeitamente visivel o parapeito, mas ainda não havia iluminação pública 1935 - As barracas alinhavam-se na praia, simultaneamente marítima e fluvial. Ao fundo os barcos (truques) fundeados no "Sabugo".

Jorge Romão, dos GNR, ajuda os Bombeiros

O músico Jorge Romão, baixista dos GNR, vai leiloar dois baixos eléctricos para ajudar os bombeiros de Vila Praia de Âncora, onde mora, a comprarem uma ambulância. Jorge Romão revelou à agência Lusa que o leilão decorrerá a partir de quinta feira ( http://jorgeromao.leiloes.sapo.pt ) e em destaque vão estar dois instrumentos que o acompanham há vários anos. A base de licitação de cada um deles é de 500 euros. É um gesto solidário do músico para angariar fundos para os bombeiros de Vila Praia de Âncora, cuja "única ambulância que tinham está à espera de reparação", disse. "Eu tenho quatro filhos menores e saber que não tenho uma ambulância com suporte básico de vida fez-me pensar que podia fazer alguma coisa para ajudar", referiu Jorge Romão. "Informei-me sobre quanto custa transformar um furgão numa ambulância e custa entre 35 mil e 40 mil euros", sublinhou. Quem fizer a licitação mais alta neste leilão receberá ainda a edição em vinil do á...