A propósito do fim trágico do 2º Duque de Caminha
No post anterior citei o arcebispo Sebastião de Matos de Noronha, o cérebro que esteve por trás da conjura contra D. João IV, poucos meses após a restauração da independência em 1640. Sebastião de Noronha nascera em Madrid em 1586, foi inquisidor em Coimbra, deputado do conselho geral do Santo Ofício, bispo de Elvas e em1635 arcebispo de Braga. Fiel apoiante da corte filipina, enquanto bispo em Elvas, celebrou o casamento do duque de Bragança (mais tarde rei D. João IV) com D. Luísa de Gusmão; não tendo este fidalgo dado grandes mostras de atenção e reconhecimento pela magnífica hospedagem que o prelado lhe preparara no seu palácio, supuseram alguns, que daí nasceu o ódio que Sebastião de Noronha votou reiteradamente ao chefe da Casa de Bragança. Nos últimos anos do domínio espanhol em Portugal, quando a duquesa de Mântua exercia o cargo de vice-rainha e Miguel de Vasconcelos o de secretário de Estado, tinha o arcebispo Sebastião de Noronha a presidência do Desembargo do Paço. Era tão ...