Um califado chamado Europa
A recente decapitação do jornalista americano James Foley elevou o nível de alerta da civilização ocidental para um patamar previsível, mas ainda não realizado. Se a isso somarmos o fuzilamento maciço de militares do Iraque e da Síria, às mãos dos insurgentes islamitas, só temos razões para estarmos preocupados. Duplamente preocupados, acrescento! Por um lado, porque o terrorismo islâmico tem um braço muito longo e pode, querendo, chegar onde deseja. Por outro lado, não posso esquecer que foi George W. Bush e “sus muchachos”, que nos Açores, em 2003, deram o pontapé de saída para a invasão do Iraque, como condição fundamental para a instauração da democracia naquelas terras do fim do mundo. Ao invés da democracia anunciada, semearam o caos e o ódio ao ocidente, logo aproveitado pelos lunáticos líderes do radicalismo islâmico para pregarem cruzadas contra tudo o que não fosse a interpretação austera dos preceitos islâmicos. Veja-se o caso da Síria, da Líbia e até do Egipto, em que a re...