Morte na Academia
Para terminar o ano deixo-vos um conto policial que escrevi em 2010 e ao qual perdi o rasto neste intricado labirinto de arquivo digital. Hoje, por acaso, encontrei-o. Espero que gostem. Coçou a orelha direita e deixou-se ficar encostado à ombreira da porta que dava para o longo corredor. O inspector Maurício seguia com olhar as idas e vindas dos elementos da brigada técnica que recolhiam os vestígios possíveis. - Raio de sítio para um gajo esticar o pernil – observa o Cabral espreitando para dentro da sala – Encontraram alguma coisa? - Não… e tu? - É pá, cambada de murcões… ninguém sabe nada. Não viram o gajo chegar e a sala devia estar fechada. - Quem é que tem a chave? - Deve haver uma dúzia de chaves pelo menos. Desde as gajas da limpeza, aos professores, o segurança… sei lá, são mais que as mães! - Vais apurar isso de seguida e aproveitar para dizer-lhes que não saem daqui até novas ordens. Temos de os começar a interrogar em seguida… O Ramos deve estar aí a chegar e vêm um ou d...