O Campo de Concentração de Camposancos, a Porta do Inferno
No estuário do Rio Minho, na margem Galega, destaca-se no sopé do monte de Santa Tecla (Santa Trega, em Galego), um enorme edifício, hoje em ruinas. Em 1916, um grupo de jesuítas portugueses, alugou aos seus congéneres espanhóis este edifício para alojarem um colégio que passou a designar-se como Instituto Nun’Alvares. Recorde-se que, então, em Portugal vivia-se os tempos agitados da 1ª República, pouco favorável ao clero e às suas organizações. Estávamos em plena 1ª Grande Guerra e pouco depois, Portugal quebrava a neutralidade para alinhar no conflito ao lado da Inglaterra e demais forças aliadas. Instalados os padres jesuítas, chegaram os alunos, maioritariamente portugueses, oriundos de famílias com posses e pouco confiantes na capacidade do insipiente ensino público português. Como curiosidade refira-se que o cineasta Manoel de Oliveira estudou durante dois anos neste colégio jesuíta. O Concelho de Caminha também contribuiu com 18 alunos matriculados entre 1916 e 1932. Espanha era...