Ponte de Vilar de Mouros

Embora a Freguesia de Vilar de Mouros não pertença geográficamente ao Vale do Âncora, possui um monumento digno de registo e de enaltecimento. A ponte que liga as duas margens do Rio Coura, que liga as duas metades da freguesia, unico atravessamento ao nivel  do interior do Concelho deste curso de água, o que configura uma grave lacuna no planeamento estratégico da autarquia.


A causa próxima deste post, tem a ver com o facto da Câmara Municipal me ter brindado um baralho de cartas com fotografias de alguns monumentos concelhios.


Ideia interessante e simpática que peca pela falta de rigor em alguns casos e um erro grosseiro no que respeita à Ponte de Vilar de Mouros, ao ser classificada como ponte romana, o que em absoluto, é mentira.


 



 

 

Designação

Ponte de Vilar de Mouros

 

Localização

Viana do Castelo, Caminha, Vilar de Mouros

 

Acesso

Lug. da Ponte

 

Protecção

MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910

 

Enquadramento

Urbano. Ergue-se na povoação de Vilar de Mouros, ligando as 2 margens do rio Coura e tendo nas proximidades algumas construções e a capela de Nª. Srª. da Piedade.

 



Descrição

Lançada sobre rio, de tabuleiro formando cavalete e precedido por rampas de acesso, assenta sobre 3 arcos quebrados, sendo o central maior, de aduelas estreitas e compridas, com talha-mar prismático a montante e talhantes a jusante, encimados por olhais de arco pleno, com guardas em cantaria aparelhada e pavimento calcetado com lajedo central separando-o em 2 faixas. A N. criou-se recanto com banco de pedra corrida e alminha com base decorada por volutões invertidos, pequeno nicho, vazio e sem qualquer ornato interior; exteriormente também com volutas e encimado por grande cruz.



 



 

Utilização Inicial

Equipamento: Ponte viária

 

Utilização Actual

Equipamento: Ponte com tráfego rodoviário

 

Propriedade

Pública: municipal

   

Época Construção

Séc. 14 / 15 (conjectural)

 

Arquitecto | Construtor | Autor

Desconhecido.

 



Cronologia

Séc. 14 / 15 - Época provável da construção; Séc. 18 - construção da alminha; 2004 - vedada ao tráfego pesado, devido a problemas estruturais; a Direcção Regional dos Edifícios e Monumentos do Norte solicitou à Faculdade de Engenharia do Porto uma peritagem à ponte; 2006 - elaboração de projecto de reabilitação da ponte pela DGEMN; 25 Outubro - as fortes chuvadas deixaram o imóvel parcialmente submerso, prevendo-se que a estrutura fique algo abalada.

 

Tipologia

Arquitectura civil de equipamento, gótica. Ponte de arco, seguindo o modelo criado pelo grande protótipo regional que foi a ponte de Ponte de Lima.

 

Características Particulares

O emprego de arcos quebrados com aduelas estreitas e compridas, e de olhais sobre os talha-mares, indica ser obra de finais do séc. 14 inícios do 15 e muito provavelmente impulsionada pela entidade concelhia.

 

Dados Técnicos

Estrutura mista com aparelho "mixtum vittatum".

 

Materiais

Granito.



 

Bibliografia

ARAÚJO, José Rosa de, Caminhos Velhos e Pontes de Viana e Ponte de Lima, Viana do Castelo, 1962; ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, Alto Minho, Lisboa, 1987;

 

Intervenção Realizada

DGEMN: 1936 - obras de conservação da ponte; 1960 - Reparação ligeira do pavimento; 1964 - obras de consolidação e conservação; 1977 - limpeza de vegetação; 1979 - trabalhos de conservação; 1984 - trabalhos de conservação; 2000 - consolidação e limpeza de paramentos; iluminação e arranjo da sua envolvente; 2003 - escoramento dos pilares.

 

Observações

A intensa vegetação e silvedo impede-nos confirmar o número de talha-mares e, portanto, de analisar a verdadeira estrutura da ponte. Visíveis são apenas 3 talha-mares, 2 deles intercalando os arcos e um outro a S. depois do arco.

 

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