O Porto Novo
O “Porto Novo” de Vila Praia de Âncora surge como uma tentativa de criar mais proteção para o frágil “Portinho” então existente e também para criar uma nova área de varadouro.

Porto Novo, apanha de sargaço - cerca de 1950
Os naufrágios frequentes na aproximação ou entrada do “Portinho”, bem como os estragos que o mar causava nos seus molhes durante o inverno, também pesaram na decisão da construção de um reforçado molhe ao norte dos equipamentos então existentes.
Começa inicialmente por ser um incompleto e tosco molhe galgável pelo mar, ainda no século XIX; por insistência repetida de figuras como o Dr. Luís Inocêncio Ramos Pereira, a Comissão de Iniciativa e Turismo local e a autarquia, foi adjudicada a construção do molhe do “Porto Novo” em 1934.


Publicação em Diário da República da adjudicação de empreitada
Sobre o “Porto Novo” escrevia o Comandante Baldaque da Silva em 1891:
“Pelo norte do forte de Âncora existe uma espécie de varadouro, cortado na penedia, começo de uma obra para refúgio das embarcações de pesca, que não se chegou a concluir, conhecido pelo nome de Porto Novo, que é actualmente aproveitável como porto de sargaço”.
Criou-se então uma rampa varadouro ampla, que veio desafogar o “velho” “Portinho”, numa época em que existiam muitos barcos, designadamente lanchas de tipo poveiro e masseiras.

Praia d' Âncora e Porto Novo ao fundo - cerca de 1950
No entanto, esta rampa nunca foi a preferida dos pescadores ancorenses, que privilegiavam o “Portinho”, mais perto do seu centro habitacional, da venda direta nos barcos e mais tarde da lota. O “Porto Novo” dispunha ainda de uma característica relevante, pois era um “porto de sargaço” ou seja, um local onde era arrojado pelo mar o sargaço que os lavradores usavam para adubar as terras.
Fontes: Blogue do Minho; A Masseira Ancorense
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