João Alves da Devesa
Foi um ancorense que morreu em combate durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

A causa imediata do início do conflito foi o assassinato do arquiduque da Áustria, Francisco Fernando, herdeiro ao trono do Império Austro-Hungaro, ocorrido em Serajevo a 28 de Junho de 1914.
Portugal só entrou no conflito em 1916, ao lado dos ingleses e restantes Aliados, com o designado Corpo Expedicionário Português, mal armado e pior preparado.

Portugal procurava manter a posse das colónias, consolidar o reconhecimento do regime republicano implantado em 1910 e impedir a perda da identidade nacional. Enviando tropas primeiro para África, depois para a Flandres, queria também assegurar um lugar à mesa das negociações no pós-guerra.
Em 1918, a 9 de Abril, os alemães lançam uma grande ofensiva e a frente portuguesa na Flandres sofre um importante revés, em grande medida devido aos brutais bombardeamentos que precederam o avanço das forças de infantaria.

Durante este confronto, que ficou conhecido por Batalha de La Lys, João Alves da Devesa, soldado do Regimento de Infantaria 3 (Viana do Castelo), que operava uma metralhadora, foi gravemente ferido, tendo continuado a disparar até esgotar as munições.
Ao recuarem as linhas, os portugueses tentaram transportar todos os feridos, entre os quais estava o nosso conterrâneo; perante o avanço do inimigo, pediu aos camaradas para o deixarem, pois sentia que os seus ferimentos eram mortais.
Na mesma batalha faleceram também Aurélio Alves de Azevedo de Âncora, Daniel Lourenço Esteves de Orbacém, Francisco António da Cruz Ribeiro de Riba d’ Âncora, todos de Infantaria 3 e ainda Bernardo Teixeira de Caminha, que pertencia a Infantaria 8 (Braga).

De acordo com estimativas, morreram a 9 de abril de 1918 na Batalha de La Lys, na Bélgica, 1341 soldados portugueses, 4626 foram feridos e 7440 foram feitos prisioneiros.
Os ancorenses dessa época, para perpetuarem a memória de João Alves da Devesa e o seu sacrifício, atribuíram o seu nome a uma rua, mas hoje serão poucos os que conhecem a história por trás do topónimo.
Comentários
Enviar um comentário