Capela de S. Brás

Designação


Capela de S. Brás

 

Localização

Viana do Castelo, Caminha, Vila Praia de Âncora, Lugar de S. Brás

 

Protecção

Inexistente

 

Enquadramento

Rural, isolado, integração harmónica entre campos de cultivo no trecho inferior da superfície aluvial do Rio Âncora.

Insere-se em adro com muro de alvenaria de granito rebocada e com capeamento em cantaria, de pavimento em terra batida e pontuado por oliveiras, junto a caminho velho que conduz a Santa Maria de Âncora.

 

Tipologia

Arquitectura religiosa, maneirista. Capela de planta longitudinal e massa simples, com fachada principal terminada em empena, e rasgada por portal de verga recta e duas janelas rectangulares jacentes laterais.

Fachadas laterais terminadas em cornija e cegas, tal como a posterior. No interior ostenta retábulo-mor de talha policroma, maneirista, de planta recta e um eixo.

 

Características Particulares

Capela de linhas simples, conservando no interior o pavimento com seixos do rio em painéis geométricos, elemento popular que tem vindo a desaparecer do nosso património; na fachada principal rasgam-se interessantes frestas jacentes com moldura inferior formando esbarro acentuado para o exterior; a sineira, de construção recente, poderá ter substituído uma anterior mais antiga.

Nas obras de remodelação foi detectado no adro um sarcófago antropomórfico assim como sepulturas de caixa estruturada com lajes de granito e com tampa pétrea.

O retábulo, ainda que de estrutura maneirista, revela uma intervenção barroca, nas orelhas laterais e do ático e na moldura de acantos envolvendo o nicho. A sua leitura encontra-se, no entanto, muito adulterada pelo repinte de sabor popular. A decoração do frontal de altar deverá ser do séc. 20.

 

Utilização inicial e actual

Cultual e devocional: Capela

 

Propriedade

Privada: Igreja Católica

 

Época Construção

Séc. XVII / XVIII (conjectural)

 

Arquitecto | Construtor | Autor

Desconhecido.

 

Cronologia

Séc. XVII - Época provável de construção da capela e da feitura do retábulo-mor;

séc. XVIII - reforma do retábulo;

séc. XX - abertura do vão da fachada lateral esquerda; feitura da sineira; repinte do retábulo-mor.

 

Intervenção Realizada

Comissão Fabriqueira: 1980, década - restauro do retábulo; 2002 - obras de reparação da cobertura e dos paramentos.

 

Observações

*1 - Segundo transcrição de Lourenço Alves das "Memórias Paroquiais de 1758" (ALVES, 1985, p. 518), é tradição que no local desta capela esteve, outrora, implantada a primitiva Igreja Paroquial de Santa Marinha de Gontinhães.

 

 

 

 

 

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