Sobre o Festival de Vilar de Mouros


Mais um ano sem Festival de Vilar de Mouros. Os encontros e desencontros entre a Junta de Freguesia, a Câmara Municipal e a Portoeventos não terminaram e a mediação do Maestro Vitorino d`Almeida parece não ter resultado.

Nem era expectável que resultasse, já que estamos a falar de um processo de intenções políticas, que envolve uma empresa de fracos recursos, sem capacidade de pôr (ou impor) o Festival a funcionar, com ou sem envolvimento institucional.

 

A luta pelo protagonismo e controle do Festival, entre a Junta e a Câmara agravou-se a partir de 2004 e não mais parou até hoje, relegando para o acessório a existência deste evento e a função social e cultural que representa.

É bem verdade que a mítica do Festival de Vilar de Mouros já estava morta há bastante tempo. Sobrava a vulgaridade de um entre muitos festivais que se realizam todos os anos, num corropio frenético entre o norte e o sul, entre a cerveja X e a cerveja Y.

 

Em minha opinião será necessário refundar o Festival, retirar-lhe o cunho marcadamente publicitário e mercantilista, retirá-lo dos circuitos anuais do “mais um”, para o transformar na referencia cultural, na excepção, no cartaz brilhante, na excelência da organização e da promoção da região.


De contrário, mais vale estarem quietos.

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