O emblemático Redondo passou por diversas fases desde a sua inauguração em 1918. Já lá vão cento e poucos anos, ao sabor dos tempos, das vontades e das modas, mudaram-se candeeiros, balaustradas e diversas quinquilharias, mais ou menos dispensáveis. São pormenores, dirão! O Redondo já foi palco de espetáculos culturais e palco para visualização de maresias e de sereias. Por lá fizeram “ rentrées ” políticas, bailaricos e fotografias “ À la minute ” com cavalinho e tudo. Ainda assim, são pormenores! Era e continua a ser um ponto de encontro. É a centralidade da Praia d'Âncora! O Redondo é parte da história de Vila Praia de Âncora. É apenas um pormenor, mas vamos conhecê-lo melhor. Cerca de 1924, o Redondo ainda com balaustrada em ferro “A populosa freguesia de Gontinhães pertence a povoação de Âncora, a princípio formando, na sua quase totalidade, um bairro de pescadores e que, pelo sua especial situação e pitorescos arredores se transform...
Jornal "A Aurora do Lima" de 26 de julho de 1905 Foi mantida a grafia original do artigo. "Foi ante-hontem dirigida ao sr. Conselheiro Povoas, digno director dos caminhos de ferro do Minho e Douro, uma representação assinada por 100 pescadores da praia de Ancora, em que se pede áquelle funccionario autorização para se atrelar um vagon aos comboyos especiaes e correios, descendentes, que conduza para diferentes pontos o peixe colhido pelos pescadores daquela praia. Os signatários da representação alegam que a falta de meios de locomoção na estação d’Ancora ocasiona a inutilização do peixe que se destina a outros pontos do paiz, o que representa um grande prejuízo para a classe piscatória daquela praia, e pedem para que na referida estação permaneça um vagon que possa ser aproveitado em qualquer daqueles comboyos. Como se vê a reclamação é justa, sendo de esperar que o sr. Conselheiro Povoas a atenda." Conselheiro Povoas, de seu nome José Fernando de Sousa (1855...
José António Fernandes Canas Júnior Nasceu em Azevedo, Caminha a 7 de junho de 1894, filho de António Alves Ribeiro e de Maria Estefânia Fernandes Canas. Ao recém-nascido foi-lhe dado o nome de José Alves Ribeiro, mas a progenitora faleceu a 1 de julho de 1894, ainda o filho não tinha completado um mês de idade. Maria Estefânia de 34 anos de idade era irmã mais nova de José António Fernandes Canas (1854-1934), à época um dinâmico e bem-sucedido empresário, que nesse mesmo ano tinha fundado a fábrica de manteiga “ Cannas & Affonso lda .”, com sede e fabrico na Praia d’Âncora. O fabrico foi, pouco depois transferido para Freixieiro de Soutelo, no Lugar do Hilário, onde o industrial montou além da fábrica da manteiga, uma serração, uma moagem e uma fábrica de latoaria. José António Canas e a esposa D. Eugénia Amélia Teixeira Canas, natural de Baião, que não tinham descendência, tomaram conta da criança, foram seus padrinhos e, provavelmente, alteraram-lhe o nome....
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