Ordenamento e desenvolvimento do Concelho de Caminha (Segunda parte)

 

2 - PATRIMÓNIO

 

O património do Concelho de Caminha caracteriza-se pela presença de uma grande diversidade de valores culturais que fazem a história das diferentes épocas, desde a pré-história até aos dias de hoje.

 Os recursos arqueológicos são diversificados, incluindo elementos indicadores da história da evolução da costa, monumentos megalíticos e vestígios de arte rupestre, sendo os castros o seu expoente máximo.

 De sinais da rede viária romana, aos caminhos de Santiago da Idade Média, do românico aos nossos dias, há um conjunto de monumentos ligados à arquitectura religiosa, civil e militar, alguns bem conservados, mas na sua maioria em condições de franca degradação e abandono. No site da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais há 63 entradas de monumentos no Concelho de Caminha que estão registados. Aqueles que nos parecem mais relevantes e a exigir atenção urgente para as condições reais de conservação estão no quadro seguinte, sem prejuízo de todos os outros que não são mencionados.

 

 

 

PATRIMÓNIO EDIFICADO E ARQUEOLÓGICO

 

 



 


 


CAMINHA


VILE


 


 


Igreja Matriz (MN)


Capela de S. Pedro Varais (IIP)


Igreja da Misericórdia


Mamôa do Santo (IIP)


Capela de S. João


 


Convento de Sta. Clara


 


Conjunto fortificado (IIP)


ÂNCORA


Torre do Relógio (MN)


 


Forte da Ínsua (MN)


Forte do Cão (IIP)


Chafariz (MN)


Cividade de Âncora-Afife


Paços do Concelho


 


Casa de Leiras


 


Edifício do Museu Municipal


VILA PRAIA DE ÂNCORA


Casa dos Pittas (IIP)


 


 


Capela do Senhor do Calvário


 


Capela de N. Senhora da Bonança


VILARELHO


Forte da Lagarteira (IIP)


 


Dólmen da Barrosa (MN)


Quinta da Graça


Ponte de Abadim


Castro do Coto da Pena (IIP)


 


 


 


 


SEIXAS


CRISTELO


 


 


Casa do Brasileiro


Capela de Santo Antão


Castro do Gorito


 


 


 


 


VENADE


LANHELAS


 


Casa/Quinta da Torre


Cruzeiro de Venade


Laje das Fogaças (IIP)


 


 


 


 


ARGA DE S. JOÃO


VILAR DE MOUROS


 


 


Capela de S. João d`Arga


Igreja Paroquial


 


Capela da Senhora do Castro


 


Capela do Calvário – Senhor dos Passos


AZEVEDO


Ponte de Vilar de Mouros (MN)


 


 


Capela da Senhora das Neves


 


 


RIBA D`ÂNCORA


 


 


 


Castro de Sto. Amaro


 


 



 

 

 

O centro histórico de Caminha já está classificado, estando para classificação a Casa/Quinta da Torre, Convento de S. João d`Arga e Convento de Santa Clara.

Como já referimos, além destes monumentos há outros que necessitam de intervenção para preservar e valorizar.

 Destacam-se os cruzeiros, as alminhas, algumas igrejas e capelas, além de núcleos populacionais nas Argas, o conjunto de moinhos do Inferno em Argela, o conjunto de azenhas de Vilar de Mouros e os moinhos do Rio Âncora.

Os objectivos de intervenção prendem-se sempre, e em primeira instância, com a salvaguarda da identidade da região. Por isso, há um conjunto de objectivos de âmbito operacional que destacamos:

 

a)   Impedir a devastação dos conjuntos antigos, das construções antigas isoladas e dos sítios arqueológicos.

b)   Preservar e/ou reabilitar pela sua reutilização.

c)   Assumir os valores patrimoniais como recursos a utilizar, constituindo-se como componente viva e dinâmica de um território.

d)   Equacionar os valores culturais à luz da conservação integrada, valorizando-os enquanto componentes estruturantes para a gestão urbanística equilibrada.

e)   Promover os valores patrimoniais enquanto factor de atracção turística e consequente fixação dos residentes.

f)    Criar estruturas de animação cultural em património histórico, com efeitos estruturantes na dinamização turística regional.

 

 

3 - SANEAMENTO BÁSICO

 

 

Resíduos sólidos urbanos – Encerradas as lixeiras do Concelho com a adesão à Valorminho e consequente entrada em funcionamento do aterro sanitário intermunicipal, abriu-se caminho a uma mais eficaz recolha de RSU, complementada por recolha selectiva desde 1999. Sem dados exactos poderemos avançar com níveis de atendimento superiores aos 90%.

Abastecimento de água – Existem actualmente dois sistemas principais: um que serve a sede do concelho e os aglomerados urbanos da orla estuarina e marítima de Lanhelas a Moledo, baseado numa captação no Rio Coura; outro que abastece Vila Praia de Âncora, baseado numa captação no Rio Âncora.

 Em vários aglomerados rurais do concelho, existem sistemas autónomos, baseados em captações subterrâneas locais.

Com a criação de uma empresa pública participada pelas autarquias, lançou-se a semente para a futura captação e gestão comum de toda a rede regional de abastecimento de água.

Águas residuais – Até meados dos anos 90, o saneamento da rede de Vila praia de Âncora era bombeado para a Mata da Gelfa, durante o verão, onde era despejado num lago sem qualquer tratamento.

No Inverno corria naturalmente para o rio através da saída da estação elevatória do parque Ramos Pereira. Em 1994 entrou em funcionamento a ETAR da Gelfa que cedo revelou problemas que ainda hoje não estão totalmente esclarecidos.

 

Alem dos efluentes de V. P. de Âncora, recebe e trata os efluentes de Moledo, Âncora, Afife e parte de Carreço.

A ETAR do Corgo, em Vilarelho, só entrou em funcionamento regular em 2000 e serve as freguesias de Caminha, Vilarelho, Seixas e Lanhelas.

Os problemas das redes de saneamento e águas pluviais e da ETAR da Gelfa tem condicionado, ano após ano, o rio Âncora e a praia de Vila praia de Âncora.

Invariavelmente, durante os meses de ponta (Julho e Agosto) as análises às águas balneares comprovam a existência de elementos patogénicos, sem que as autoridades tomem medidas estruturantes e definitivas, o que é altamente penalizador para a qualidade de vida dos residentes e para a oferta turística.

 

 

 

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